É possível engravidar sem ter que se submeter a uma videolaparoscopia?

Descobriu ser portadora de endometriose? A doença traz muitos incômodos e pode comprometer a saúde da mulher, sendo, inclusive, bastante associada à infertilidade.

Mas acalme-se: com um acompanhamento médico adequado, nada impede que, dentro de alguns meses, você esteja com seu tão desejado filho nos braços, trazendo mais alegria à toda a família e dando um novo sentido à sua vida.

Mas, afinal, quais os tratamentos mais adequados para quem deseja realizar o sonho de ser mãe?  É possível engravidar sem ter que se submeter a uma videolaparoscopia ou esta é a única alternativa?

Como é feita a escolha do melhor tratamento?

Uma vez que a mulher manifeste o desejo de ser mãe, o médico deverá levar em consideração uma série de fatores antes de decidir qual o tratamento é o mais adequado.

Dentre os principais, estão a idade da paciente e o estágio em que se encontra a doença. Em outras palavras, é preciso avaliar que órgãos do sistema reprodutor foram afetados e qual o grau de comprometimento de cada uma das trompas.

Para tomar essa decisão, o médico deve levar em consideração o resultado de uma bateria de exames, que incluem a ultrassonografia transvaginal, ressonância na região pélvica, além, é claro, da coleta de sangue.

A videolaparoscopia é sempre necessária?

A boa notícia é que a videolaparoscopia nem sempre é necessária. Em casos de endometriose leve, a reversão do quadro pode ser feita apostando em vias clínicas, por meio do uso de medicamentos injetáveis ou orais. Outra possibilidade é a utilização do Dispositivo Intra-Uterino (DIU).

O grande obstáculo, neste caso, é que é bastante raro que a endometriose seja detectada ainda em sua fase inicial: as estatísticas mostram que a confirmação do diagnóstico leva, em média, surpreendentes sete anos e meio.

Por outro lado, quando a endometriose já se encontra em estágio mais avançado, a videolaparoscopia é sim o procedimento mais adequado para a remoção dos focos de endometriose.

Como é feita a videolaparoscopia e quais as chances reais de gravidez?

Recebeu a notícia de que vai ter que se submeter a uma videolaparoscopia para tratar endometriose? É importante ressaltar que este é um procedimento ginecológico minimamente invasivo, no qual são realizados pequenos cortes para a inserção de uma microcâmera.

Além da rápida reabilitação da paciente, este procedimento possibilita uma melhor visualização dos focos de endometriose e também de outras estruturas do corpo, como os nervos.

Após a cirurgia, o sucesso da fecundação está relacionado a uma série de fatores, como o estado das trompas e a idade da paciente. Em pacientes jovens, é bastante provável, inclusive, que a concepção aconteça de maneira natural.

Já as pacientes mais velhas têm grandes chances de ter que recorrer a fertilização in vitro para conseguirem realizar o sonho de ser mãe. Qualquer que seja o método, são quase inexistentes as chances de complicações para o bebê por causa da doença.

Agora que você já sabe em que casos uma videolaparoscopia é necessária, aproveite para conversar com o seu médico. Na capital soteropolitana, foi inaugurado recentemente o Centro de Endometriose da Bahia.

Desde a vida acadêmica, acompanhando Dr. Antonio Travessa – referência em Cirurgia ginecológica – Dr. Marcos Travessa desenvolveu especial interesse pelo Tratamento cirúrgico avançado de patologias ginecológicas. Sempre buscando o aperfeiçoamento da técnica cirúrgica, após sua formação ginecológica, especializou-se em cirurgia geral, momento que teve contato com a cirurgia videolaparoscópica. A partir desse instante, dedicou-se a especializar-se, dia a dia, no tratamento cirúrgico pela via videolaparoscópica, no intuito de e atenuar o sofrimento de mulheres portadoras de endometriose severa, mioma, adenomiose dentre outras doenças, utilizando tecnologia avançada na cirurgia.

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