Meias compressivas no período pós-operatório são mesmo necessárias?

Se, por um lado, uma intervenção cirúrgica se propõe a resolver um problema qualquer — de maior ou menor complexidade — por outro, é importante considerar que toda operação pode trazer riscos ao paciente.

Entre os mais comuns, está a ocorrência de trombose, que consiste na formação de coágulos que obstruem os vasos sanguíneos, impedindo a circulação de sangue.

E há razões para se manter alerta: em casos mais graves, eles podem se soltar e seguir o percurso da circulação sanguínea, migrando rumo aos pulmões, provocando uma embolia pulmonar, complicação que pode levar a um quadro de morte súbita.

Nesse sentido, muitos médicos recomendam a utilização de meias compressivas no período pós-operatório como medida preventiva. Mas será que esse cuidado é realmente necessário para todos?

Por que a cirurgias facilitam a ocorrência de trombose?

As cirurgias costumam ser um facilitador da ocorrência de trombose por conta da imobilidade pós-operatória. Numa perspectiva mais ampla, é possível que, no decorrer da intervenção, o cirurgião se utilize de afastadores, para conseguir trabalhar em estruturas próximas aos vasos, elevando o risco de compressão das veias.

Embora possam se formar após qualquer cirurgia, os riscos se potencializam quando a duração do procedimento é maior do que uma hora. Também destaca-se uma maior incidência em procedimentos ortopédicos ou cardíacos.

Via de regra, os coágulos podem se formar entre dois e sete dias após a realização do procedimento. Como principais sintomas, os pacientes são acometidos por dores nas pernas, vermelhidão e calores.

Como o uso de meias compressivas no período pós-operatório pode ajudar?

A utilização de meias compressivas pode ser recomendada pelo especialista antes mesmo da realização do procedimento. A sua utilização deve se estender até o momento em que a paciente consiga voltar a se movimentar normalmente. Na maioria dos casos, isso leva entre dez ou quinze dias.

Existem, basicamente, dois tipos de meias: as de média e alta pressão. As primeiras costumam ser comumente utilizadas, a exceção dos casos de maior complexidade, quando a segunda opção passa a ser a mais indicada.

Também é importante ser cuidadosa na aquisição das meias compressivas. Para que o produto surta o efeito desejado, é importante que o tamanho esteja alinhado às medidas das suas pernas, considerando-se o comprimento e também o diâmetro.

Afinal de contas, as meias são mesmo necessárias?

Por tudo o que leu até esse momento, o ideal é que você solicitasse ao seu médico o uso de meias compressivas como uma precaução. Mas, se por qualquer motivo, você se sente desconfortável com o produto, a indicação é a mesma: converse com o especialista.

Somente ele pode validar ou dispensar a utilização, de acordo com a complexidade da cirurgia, os fatores de risco a que você está exposta e também o seu histórico familiar. De toda forma, é importante que você siga rigorosamente a orientação do seu médico, não abolindo o uso ou adotando outras medidas por conta própria.

Simultaneamente ao uso das meias, podem ser tomadas outras medidas para inibir o aparecimento das tromboses:

  • Tão logo desapareça o risco da cicatriz se abrir – e você se sinta confortável para isso – faça pequenas caminhadas. O importante é não ficar parada!
  • Coloque as pernas para o alto, para evitar o inchaço nas pernas e nos pés e ajudar o sangue a retornar ao coração
  • Peça ao seu médico para prescrever medicamentos anticoagulantes
  • Peça a alguém para fazer massagem nas suas pernas e pés com regularidade.

Se você já usou ou conhece alguém que fez uso das meias compressivas no período pós-operatório, compartilhe as suas experiências para ajudar outras pacientes que estão prestes a se submeter a um processo cirúrgico.

Desde a vida acadêmica, acompanhando Dr. Antonio Travessa – referência em Cirurgia ginecológica – Dr. Marcos Travessa desenvolveu especial interesse pelo Tratamento cirúrgico avançado de patologias ginecológicas. Sempre buscando o aperfeiçoamento da técnica cirúrgica, após sua formação ginecológica, especializou-se em cirurgia geral, momento que teve contato com a cirurgia videolaparoscópica. A partir desse instante, dedicou-se a especializar-se, dia a dia, no tratamento cirúrgico pela via videolaparoscópica, no intuito de e atenuar o sofrimento de mulheres portadoras de endometriose severa, mioma, adenomiose dentre outras doenças, utilizando tecnologia avançada na cirurgia.

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