O que você conhece sobre a endometriose no nervo ciático?

Embora sejam mais comuns na região pélvica, os focos de endometriose podem migrar para qualquer região do corpo da mulher, como a bexiga ou o intestino, evidenciando a necessidade de um tratamento multidisciplinar.

Mas você sabia que os órgãos não são as únicas estruturas que podem ser afetadas? No post de hoje, nós vamos esclarecer as principais dúvidas sobre endometriose no nervo ciático.

 Como a endometriose atinge o nervo ciático?

O nervo ciático é o responsável por controlar as articulações do quadril, joelho e tornozelo, além dos movimentos dos músculos posteriores da coxa e da perna, interligando a região lombar ao dedão do pé.

Quando os focos da endometriose atingem o ciático, as pacientes são acometidas por dores e neuropatias, quando há um comprometimento do nervo. Trata-se de uma patologia recente, cujo primeiro caso foi relatado em 1955.

Nessa situação, a tendência é que ocorram sangramentos, uma vez que a ação dos hormônios durante o ciclo menstrual provoca um efeito padrão nos fragmentos do endométrio, ainda que eles estejam fora do útero.

Quais os principais sintomas da endometriose no nervo ciático?

Um dos principais sinais de alerta para a presença de endometriose no nervo ciático são dores lombares que irradiam para as pernas, conhecidas como ciatalgia. Todavia, este também pode ser o sintoma de outras patologias, como a hérnia de disco.

Por outro lado, uma pista importante sobre a origem do problema pode ser dada quando a manifestação acontecer simultaneamente ao ciclo menstrual, uma vez que a endometriose ocorre durante esse período.

Também é comum a ocorrência de câimbra ou formigamento nas pernas. Quando a doença evolui sem o necessário acompanhamento, porém, a paciente pode ter a sua capacidade de locomoção comprometida.

É válido observar que aproximadamente 30% das pacientes com endometriose no nervo ciático podem apresentar redução da sensibilidade nas proximidades da coxa. Foi o que constatou um estudo coordenado por pesquisadores da Universidade de Roma, cujos resultados foram publicados pela Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva.

Como diagnosticar e tratar a endometriose no nervo ciático?

Para um diagnóstico mais efetivo da endometriose no nervo ciático, recomenda-se a realização de exames de imagem, como a ultrassonografia com preparo intestinal ou ressonância magnética.

É muito importante que o laudo seja assinado por um profissional habituado a analisar esse tipo de lesão. De posse de um diagnóstico preciso, o cirurgião consegue definir quais as técnicas mais adequadas.

Não existindo a ocorrência de uma neuropatia, há a opção pelo tratamento hormonal. Já sobre os casos em que ficar constatado o comprometimento no nervo, porém, os médicos avaliam a viabilidade de realizar a descompressão cirúrgica, sempre considerando os outros riscos à paciente.

Nesse contexto, cabe reiterar a importância do diagnóstico precoce. Tão logo desconfie que algo de errado possa estar acontecendo com o seu corpo, procure um especialista de sua confiança imediatamente. Isso porque a complexidade do tratamento está diretamente atrelada ao estágio em que a patologia se encontra.

Esperamos que, após ler o texto de hoje, você tenha aprendido um pouco mais sobre a endometriose no nervo ciático. Gostaria de ficar bem informada sobre este e outros temas relacionados à saúde ginecológica? Curta nossa página no Facebook para ser informada, em primeira mão, quando publicarmos novos conteúdos. Até a próxima!

Desde a vida acadêmica, acompanhando Dr. Antonio Travessa – referência em Cirurgia ginecológica – Dr. Marcos Travessa desenvolveu especial interesse pelo Tratamento cirúrgico avançado de patologias ginecológicas. Sempre buscando o aperfeiçoamento da técnica cirúrgica, após sua formação ginecológica, especializou-se em cirurgia geral, momento que teve contato com a cirurgia videolaparoscópica. A partir desse instante, dedicou-se a especializar-se, dia a dia, no tratamento cirúrgico pela via videolaparoscópica, no intuito de e atenuar o sofrimento de mulheres portadoras de endometriose severa, mioma, adenomiose dentre outras doenças, utilizando tecnologia avançada na cirurgia.

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