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13/07/2017

Tire as Suas Dúvidas Sobre o Câncer do Endométrio

O Câncer do endométrio (também chamado de câncer do corpo uterino) está entre os tipos de câncer uterinos mais frequentes. O endométrio – tecido que reveste o útero por dentro – fonte da menstruação, estimulado pelos hormônios estrogênio e progesterona, aumenta e diminui sua espessura durante o ciclo menstrual. É o endométrio responsável por abrigar o feto durante a gestação, permitindo a formação da placenta e proporcionando os nutrientes necessários para o desenvolvimento do feto.

O excesso do hormônio estrogênio (hiperestrogenismo), é o principal fator de risco associado ao câncer de endométrio. Os principais estados associados ao hiperestrogenismo são obesidade, uso inadequado da terapia de reposição hormonal, menarca precoce(primeira menstruação cedo), menopausa tardia(última menstruação tardia) e nuliparidade(ausência de gestações ao longo da vida reprodutiva). A diabete mellitus também tem uma grande incidência no desenvolvimento do câncer de endométrio.

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O diagnóstico, na maioria dos casos, se dá no seu estágio inicial. Nas mulheres menopausadas, o quadro clínico inicial é muito marcante, geralmente apresentam sangramento vaginal. Portanto, toda mulher na menopausa que estiver com sangramento, deve imediatamente procurar o ginecologista e, na maior parte dos casos, irá orientar a realização de histeroscopia. Já nas mulheres que ainda não estão na menopausa, o diagnóstico é um pouco mais complexo pois apresentam um sangramento uterino disfuncional e cabe ao ginecologista investigar as causas de maneira mais minuciosa.

Para tratar o câncer de endométrio existem algumas opções, como: cirurgia, radioterapia, terapia hormonal e quimioterapia. A opção ou opções de tratamento será baseado no estagio da doença. O tratamento cirúrgico tem como pilar a retirada do útero (histerectomia) além de trompas e ovários. Pode ser necessário a retirada de outras estruturas como linfonodos (gânglios próximos aos grandes vasos) e omento (gordura intra-abdominal). Em algumas situações específicas, haverá a necessidade de tratamento complementar a cirurgia com radioterapia e/ou quimioterapia.

O tratamento pode ser realizado com um ou mais procedimentos combinados, isso varia de acordo com o estágio da doença e os desejos da paciente (desejo de ter filhos, por exemplo) . Por isso, é importante que a paciente discuta e esclareça todas as dúvidas com seu médico ginecologista para fazer a escolha do tratamento mais adequado as suas necessidades.

Fonte: Dr. Marcos Travessa

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