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03/08/2017

Como saber qual o melhor tratamento para miomas?

Hoje vamos falar dos principais tratamentos para o mioma – um tipo de tumor benigno no miométrio – e como escolher o melhor tratamento para cada caso.

A maioria dos casos de Mioma é assintomático. Algumas pacientes apresentar aumento acentuado do  sangramento vaginal, que acaba sendo a queixa mais comum para identificar o problema. Podem apresentar, ainda, queixas como infertilidade, aumento da frequência urinária dentre outros.

Para o tratamento, existem diversos tipos de abordagens que podem ser consideradas pelo médico especialista. Existem as abordagens clínicas como: anticoncepcionais orais, progestágenos, análogos do hormônio liberador das gonadotrofinas (GnRH), e anti inflamatórios não esteroides, assim como existem as abordagens cirúrgicas como: histerectomia, miomectomia e embolização.

Vamos detalhar abaixo cada uma dessas intervenções para que você possa entender os procedimentos e analisar com o seu médico, o tratamento ideal para você.

As pacientes que possuem mioma, porém, de forma assintomática, não precisam de tratamento específico, apenas de acompanhamento e exame ginecológico de rotina (com exceção para miomas muito volumosos que possam comprimir órgãos vizinhos ao útero). O médico deve levar em conta algumas questões individuais como idade, desejo de gestação, tamanho e localização para definir algum tipo de tratamento.

Para as que precisam de tratamento, existem as abordagens clínicas abaixo:


medicamentos

Anticoncepcionais Orais – Não há evidência de que sejam efetivos no tratamento de miomas, porém funcionam para a correção do sangramento disfuncional.

Progestágenos – São de baixo custo e fácil administração. Utilizados para o tratamento dos distúrbios menstruais derivados do mioma. Não são usados para diminuição do tamanho do mioma.

Análogos do hormônio liberador das gonadotrofinas – São medicações efetivas que levam a redução de 30 a 60% do volume dos miomas em três meses. Bastante utilizados na preparação cirúrgica das pacientes, porém, em função dos efeitos colaterais (como perda de massa óssea), não devem ser usados por mais de seis meses. Se a cirurgia não for realizada, após o uso desse medicamento, a doença se desenvolve novamente.

Anti-inflamatórios não esteroides – Usados para o tratamento do sangramento vaginal e dismenorreia. Em mulheres com miomas muito desenvolvidos, não parece ter efeito na redução do sangramento.

Os tratamentos cirúrgicos são apresentados logo abaixo:

cirurgia

Histerectomia – É indicada quando há presença de sintomas, falha no tratamento clínico do sangramento disfuncional e para as pacientes que não desejam mais engravidar. Esse procedimento tem altos índices de satisfação por conta das pacientes, elas relatam uma melhora na qualidade de vida. A histerectomia pode ser realizada por diversas vias sendo elas a abdominal, vaginal e videolaparoscópica, esta última com benefícios de menor tempo de internação, estético, menos sangramento dentre outros.

Miomectomia – É o tratamento cirúrgico mais indicado para as pacientes que desejam manter a fertilidade e o útero. Porém, é importante frisar que a possibilidade do mioma voltar a partir deste procedimento, é entre 15 a 30 %. Esse procedimento deve ser adequadamente avaliado e poderá ser realizado por histeroscopia, laparoscopia e/ou método convencional.

Embolização – A embolização da Artéria Uterina (EAU) tem sido utilizada para tratar uma série de problemas hemorrágicos em ginecologia e obstetrícia. É uma boa opção para pacientes que tem contra indicação ou não desejam se submeter aos riscos cirúrgicos. É um procedimento mais simples que causa o infarto do mioma, reduzindo seu tamanho em 50% e seus sintomas em 85% dos casos.

E então, agora que você já sabe as diversas formas de tratamento, juntamente com seu médico, esperamos que possa definir a melhor aplicação para o seu caso.

Quer saber mais informações sobre miomas e outros procedimentos ginecológicos? Acompanhe nosso blog e fique ciente sobre essa e outras doenças ginecológicas.

Fonte: Dr. Marcos Travessa

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