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11/05/2018

Como e por que fazer tratamento laparoscópico para prolapsos uterinos?

Faz parte do ciclo da vida: à medida que todos nós envelhecemos, a tendência é que algumas estruturas do nosso corpo se tornem mais frágeis. É o que acontece, por exemplo, com os ossos, podendo desencadear a osteoporose.

Mas existem outras regiões do nosso organismo que sofrem com os efeitos do tempo: neste texto, você vai entender o que são os prolapsos uterinos e qual a maneira mais eficiente de tratá-los.

O que são prolapsos uterinos?

Os prolapsos uterinos aparecem quando os músculos que compõem o assoalho pélvico perdem a sua capacidade de sustentação. Com esse enfraquecimento, o útero tende a sair de se sua posição original, movendo-se para perto da vagina. Quando o caso não é acompanhado corretamente, o órgão pode até mesmo ser expelido para fora do organismo.

Embora o envelhecimento seja a principal causa dos prolapsos uterinos – pessoas de qualquer idade podem desenvolvê-los, mas a incidência aumenta significativamente a partir dos 70 anos – existem outros fatores que podem contribuir para o surgimento desse quadro, destacando-se a obesidade e infecções na pelve.

Mães de vários filhos, que tenham optado pelo parto natural, também fazem parte do grupo de risco. Isso acontece porque a passagem da cabeça do bebê provoca rupturas na musculatura do assoalho pélvico.

Por último, vale lembrar que os prolapsos também podem acometer outros órgãos, como bexiga ou intestino. Popularmente, esse tipo de manifestação é conhecido como “bexiga caída”, “intestino caído” ou “útero caído”.

Como é feito o tratamento para prolapsos uterinos?

Via de regra, o tratamento de prolapsos genitais requer sempre uma intervenção cirúrgica: somente exercícios físicos não são suficientes para recompor a musculatura afetada. Do mesmo modo, é impossível realizar o reposicionamento de órgãos sem a operação.

Sob essa perspectiva, a intervenção pode ser feita de várias maneiras diferentes, porém hoje vamos dar ênfase a videolaparoscopia. Por meio dessa técnica, são realizadas pequenas incisões no abdômen da paciente, o primeiro passo para corrigir o problema é a inserção da microcâmera, que permitirá ao médico uma melhor visualização de órgãos e estruturas internas.

Durante a intervenção, são colocadas telas de material sintético, que funcionam como uma espécie de prótese, para recobrir o assoalho pélvico e fortalecer a região cujos músculos estejam apresentando problemas.

Para diminuir as chances de o organismo rejeitar o corpo estranho, é recomendável a utilização de telas especialmente confeccionadas para a região pélvica.

Praticamente imperceptíveis, elas são chamadas de prolene suave. As telas convencionais, usadas para o tratamento de hérnia, não se mostram eficazes, à medida que podem provocar o endurecimento da vagina. Em média, a paciente consegue retomar suas atividades normais em 15 dias.

E nos casos em que a cirurgia é contraindicada?

Embora as intervenções cirúrgicas sejam altamente eficazes, existem situações em que o procedimento é contraindicado. É o que acontece, por exemplo, com pacientes muito idosas.

Nesses casos, os médicos costumam valer-se de alternativas, como o uso de aparelhos que podem ser colocados no interior da vagina, tal como é feito por quem utiliza o diafragma. As principais desvantagens são os efeitos temporários e os eventuais ferimentos que podem surgir.

Depois de descobrir como a videolaparoscopia pode ser eficaz no tratamento de prolapsos uterinos, entenda os benefícios como a fisioterapia pélvica pode servir para ajudar na prevenção desse quadro.

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