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15/06/2018

Sinéquias uterinas: o que são e como tratá-las?

As sinéquias uterinas podem comprometer a fertilidade feminina, convertendo-se em um obstáculo para as mulheres que nutrem o sonho de ser mãe. Por isso, é necessário que sua evolução seja acompanhada adequadamente.

Mas você sabe que mulheres estão mais sujeitas a desenvolvê-las? E qual o tratamento mais eficiente em caso de diagnóstico positivo? Neste post, nosso objetivo é sanar as principais dúvidas sobre as sinéquias uterinas.

O que são sinéquias uterinas?

Sinéquias uterinas também é o nome dado às aderências pélvicas que se formam especificamente no interior do útero.  Com aparência semelhante à de uma cicatriz, elas podem se manifestar em três diferentes estágios: leves, moderadas ou graves.

Este é um quadro relativamente comum em mulheres que sofreram traumas no interior do útero, decorrentes de procedimentos invasivos, como a curetagem após um aborto ou a remoção dos chamados pólipos uterinos ou de miomas.

Dessa maneira, também estão sujeitas ao desenvolvimento dessa anomalia as portadoras de endometriose, além de pacientes com um histórico de cesariana ou cirurgia intrauterina.

Quais os sintomas das sinéquias uterinas?

Para muitas mulheres, as sinéquias uterinas são uma manifestação assintomática. E é justamente a aparição de sintomas que deve servir como o primeiro sinal de alerta.

Entre as alterações a que a mulher deve ficar atenta estão a ausência ou diminuição do fluxo menstrual por, pelo menos, três meses consecutivos, caracterizando quadros conhecidos na comunidade científica como amenorreia e hipomenorreia, respectivamente.

Caso a paciente não receba o acompanhamento adequado, as principais complicações decorrentes deste quadro são o favorecimento da ocorrência de abortos espontâneos repetidamente.

Cita-se também a infertilidade, já que as sinéquias podem se transformar em uma barreira natural, que impede o encontro do óvulo e do espermatozoide. Em contrapartida, quando a gestação se desenvolve normalmente, aumentam as chances de um parto prematuro.

Como tratar, diagnosticar e prevenir as sinéquias uterinas?

Quando o assunto é prevenção, não existe nenhuma medida que possa ser posta em prática pela própria paciente.

Por outro lado, os profissionais de saúde que executam a realização de procedimentos invasivos devem redobrar a atenção, buscando realizá-los no menor intervalo de tempo possível e manusear o útero com cuidado.

Avançando um pouco, o meio mais eficiente de realizar o diagnóstico é por meio da histeroscopia, procedimento que permite identificar a presença de sinéquias, sua localização, extensão – acometeu todo o útero ou apenas parte dele – e estágio (leve, moderada ou grave), além de solucionar os casos mais simples.

Se as cicatrizes já estiverem em estágio avançado, porém, é prudente combiná-la com a videolaparoscopia, visando evitar complicações. Para evitar o reaparecimento das lesões, a terapia hormonal ou o uso de Dispositivo Intra-Uterino (DIU) podem ser recomendados pelo especialista.

Por último, vale lembrar que o tratamento é especialmente indicado para as mulheres que apresentam sintomas ou então que acalentam o sonho da maternidade.

Esperamos que você tenha compreendido o que são sinéquias uterinas e como tratá-las. Curta a página do Centro de Endometriose da Bahia no Facebook ou no Instagram para receber conteúdos como este em primeira mão. Até a próxima!

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