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17/08/2018

Afinal, do que se trata o acompanhamento multidisciplinar ginecológico?

Com maior ou menor gravidade, são vários os problemas ginecológicos que podem afetar a saúde de uma mulher: da endometriose aos miomas, sem esquecer dos diferentes tipos de câncer.

Para se recuperar dessas enfermidades, é fundamental procurar um ginecologista, pois só esse profissional pode tratá-las, certo? Bom, esta é uma conclusão parcialmente verdadeira.

A intervenção de um ginecologista continua sendo absolutamente necessária, porém, ele já não trabalha mais sozinho. Afinal de contas, você sabe em que consiste o acompanhamento multidisciplinar?

Em que consiste o acompanhamento multidisciplinar ginecológico?

Quando enfrentamos algum problema de saúde, eles geralmente acometem uma região, órgão ou estrutura específica. Mas os incômodos decorrentes podem afetar o corpo como um todo, inclusive o aspecto psicológico.

Por conta disso, o chamado acompanhamento multidisciplinar é uma abordagem que tem se tornado cada vez mais frequente. Na prática, isso significa que, ao invés de um único especialista, vários profissionais se unem para dar assistência a essa mulher, tratando cada caso como único, o que faz que ela se sinta mais acolhida.

Assim, uma paciente portadora de endometriose no intestino, por exemplo, é acompanhada de perto pelo ginecologista, coloproctologista, enfermeiro, fisioterapeuta, nutricionista e psicólogo, entre outros envolvidos.

Cada um deles avalia o estado clínico da paciente sob a ótica da sua área de atuação, mas depois os diagnósticos são cruzados e as decisões sobre o tratamento mais eficaz – seja ele clínico ou cirúrgico – são tomadas em consenso.

Na prática, como essa atuação conjunta traz bons resultados?

Na prática, os integrantes da equipe multidisciplinar somam esforços com o objetivo de acelerar o processo de reabilitação da paciente. Para a tomada de decisões, são considerados o estágio e a localização da doença, histórico familiar, além de idade e estado emocional da mulher.

Continuando com nosso exemplo da portadora de endometriose no intestino, o coloproctologista deve solicitar exames para avaliar qual o grau de comprometimento do órgão. Com base nos resultados, é definida a técnica mais adequada: a raspagem dos focos ou a remoção parcial do intestino.

Mesmo após uma possível intervenção cirúrgica – via de regra, opta-se pela videolaparoscopia, uma técnica minimamente invasiva – o acompanhamento multidisciplinar deve continuar, para prevenir possíveis complicações do período pós-operatório.

Por que os cuidados devem ir além do corpo?

Também é válido lembrar que, além de afetar o corpo, a endometriose e outras doenças também influenciam no estado emocional. No auge da crise, muitas mulheres acabam acometidas por uma condição incapacitante, que as impede de executar suas atividades cotidianas, tornando-se o estopim para uma depressão

Por isso, é fundamental que as pacientes também recebem orientação de um psicólogo. A doença pode abalar relações familiares, profissionais e colocar em risco até mesmo o casamento, uma vez que que a dor no decorrer no ato sexual é um sintoma associado a problemas ginecológicos, o que pode provocar resistência ao contato íntimo.

Ao nutricionista, por sua vez, cabe a ação de prescrever uma dieta cujos ingredientes amenizem a manifestação dos sintomas e fortaleçam o sistema imunológico, bem como analisar o comportamento dos alimentos durante a interação com medicamentos.

Entendeu a importância de um acompanhamento multidisciplinar? Entre em contato conosco e perceba como essa estratégia é posta em prática no Centro de Endometriose da Bahia. Até a próxima!

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