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18/01/2019

Ressonância Magnética para endometriose: um manual rápido sobre o exame

Você sabia que, em média, uma mulher só recebe a confirmação de que é portadora de endometriose sete anos e meio após as manifestações iniciais?

Entre as razões que justificam essa lentidão no diagnóstico, estão a ausência de sintomas específicos e as limitações dos exames clínicos, que via de regra, não conseguem mensurar a extensão exata das lesões.

Considerando esse contexto, faz-se necessária a prescrição de exames de imagem para uma avaliação precisa. Ao lado do ultrassom transvaginal, a Ressonância Magnética para Endometriose é um método bastante solicitado pelos especialistas. Hoje nós vamos detalhar algumas características deste exame!

Qual a utilidade da ressonância magnética para endometriose?

A ressonância magnética da pelve é considerada como o exame de imagem mais eficaz para a análise das lesões ovarianas, uma vez que permite a detecção dos diferentes tipos de cistos.

Mesmo para os menores endometriomas ovarianos, a ressonância magnética obtém uma taxa de sensibilidade e especificidade superior a 95%.  Na contramão, o diagnóstico também tende a ser bem-sucedido para as lesões cujo tamanho é superior a 1 cm.

Vale o esclarecimento que, por meio do exame, o especialista consegue detectar a quantidade, o tamanho, a localização e a complexidade dos focos de endometriose.

Esse mapeamento é de fundamental importância, especialmente para as pacientes que acalentam o sonho de ser mãe, para as quais foi indicada a realização da cirurgia. Além disso, menciona-se a especial eficácia deste exame em pacientes que ainda não possuem experiência sexual.

Quais os procedimentos durante a realização da ressonância?

O ponto de partida para o exame de ressonância magnética da pelve é a emissão de ondas magnéticas, que ao entrar em contato com os diferentes tecidos do corpo, se transformam em imagens. Na maioria dos casos, a duração do procedimento é relativamente rápida, com nível de desconforto tolerável para a mulher.

Para aumentar a eficiência do exame, alguns procedimentos básicos devem ser obedecidos. Para o preparo intestinal, costuma-se prescrever a ingestão de laxantes por via oral, além de uma dieta com poucas fibras nas horas que antecedem o exame.

Além disso, costuma-se aplicar geral na parede vaginal para distender o órgão e verificar se as paredes estão comprometidas. Há casos em que a aplicação do contraste venoso é dispensável, mas essa é uma decisão tomada em conjunto com o radiologista.

De todo modo, os pacientes recebem um formulário com as orientações para a preparação adequada. Confirmada a indicação do exame, o importante é que ele seja supervisionado por profissionais especialistas, como um ginecologista e um radiologista.

Que outras orientações devem ser seguidas?

Por último, destaca-se algumas situações em que a realização da ressonância magnética para endometriose é contraindicada. Nesse grupo, podem ser incluídas as pacientes que estejam no primeiro trimestre da gestação ou que façam uso de marca-passo cardíaco, por exemplo.

O ideal é que os exames de imagem sejam repetidos a cada seis meses, como um procedimento auxiliar no acompanhamento da endometriose. O procedimento só deixará de ser necessário nos casos em que houver comprovada melhora clínica, com estabilização dos focos.

Compreendeu a importância da ressonância magnética para endometriose? Entre em contato com os profissionais do Centro de Endometriose da Bahia e marque sua consulta com nossa equipe especializada.

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