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15/02/2019

Histerossalpingografia: para que serve este exame?

A prescrição de exames é essencial para o diagnóstico e, posteriormente, o tratamento de problemas que acometem o sistema ginecológico. Além da ressonância magnética da pelve, há uma série de outros procedimentos que o especialista pode indicar, conforme os sintomas da paciente.

Entre eles, podemos destacar a histerossalpingografia. Apesar do nome complexo, este é um exame aparente simples. Descubra para quais casos este procedimento é indicado em nosso post de hoje.

O que é a histerossalpingografia?

A histerossalpingografia é um exame realizado para diagnosticar eventuais anomalias nas trompas ou na cavidade uterina. É indicado com mais frequência quando a paciente apresenta dificuldades para engravidar, mas também é eficaz na investigação de outras alterações anatômicas que estejam diretamente relacionadas a essas regiões.

Por meio deste exame, o especialista consegue avaliar o formato do útero e se há algum problema com as trompas – os mais comuns são a dilatação e a obstrução – que seja capaz de comprometer a fecundação.

Outra indicação comum é a investigação das causas de sucessivos abortos espontâneos. Neste caso, a proposta é descobrir até que ponto a eliminação do feto está relacionada a deformações congênitas ou adquiridas no útero.

Como é feito o exame?

Na realização de exames, também é importante uma abordagem humanizada. Em outras palavras, é preciso respeitar as diferenças de perfis entre as mulheres, que devem permanecer em posição ginecológica durante a histerossalpingografia. Este é um procedimento cuja duração varia, em média, de 20 a 30 minutos.

O primeiro passo é a dilatação da entrada da vagina, por meio da inserção de um espéculo. Um anestésico poderá ser utilizado caso a paciente se sinta desconfortável, mas a intensidade desse incômodo também pode ser amenizada, mediante o uso de sondas de pequeno calibre.

A etapa seguinte é a colocação de um cateter flexível, por meio do qual é feita a aplicação de contraste, uma substância que facilita a visualização da cavidade uterina e as trompas por diversos ângulos. Para fornecer um diagnóstico preciso, o médico pode solicitar a mudança de posição para que o contraste possa percorrer toda a extensão desses órgãos.

Na maioria das situações, não há necessidade de repetir o exame. A exceção é feita a alguns casos específicos, como quando a paciente se submete a intervenções cirúrgicas que desencadeiam alterações no formato do útero. Tão logo o cateter seja removido, a paciente já estará liberada para retornar para a casa.

Que cuidados precisam ser tomados antes da realização da histerossalpingografia?

Para a realização da histerossalpingografia, são necessários alguns cuidados especiais: é recomendável fazer a limpeza do intestino no dia anterior, já que os resíduos fecais podem obstruir a visão do especialista. Por essa razão, o médico pode prescrever o uso de um laxante.

Momentos antes do exame, a paciente precisará esvaziar a bexiga. Para amenizar desconfortos, poderão ser utilizados anti inflamatórios ou antiespasmódicos. Diante dessa possibilidade, é recomendável questionar o seu médico ao fazer uso de qualquer outro medicamento às vésperas de uma histerossalpingografia.

Destaca-se, por fim, que há um período propício para a realização do exame: entre o 6º e o 12º dia do ciclo menstrual, mais precisamente entre o fim da menstruação e o início da ovulação. Em contrapartida, é importante reforçar o alerta de que este é um exame contraindicado para gestantes: tanto o contraste quanto o raio-X podem provocar deformações no feto.

Entendeu para que serve a histerossalpingografia? Entre em contato com a equipe do Centro de Endometriose da Bahia e marque sua consulta com nossa equipe especializada.

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