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15/03/2019

Endomarcha 2019: Salvador participa dessa mobilização

Em nosso post mais recente, nós falamos sobre a importância da campanha Março Amarelo, que tem por objetivo conscientizar as mulheres sobre os sintomas, prevenção e tratamento da endometriose.

Como uma das principais ações a serem realizadas durante esse mês, está a Endomarcha 2019, que chega a sua sexta edição. Entenda como você pode participar!

Quando acontece a Endomarcha 2019?

Evento mais marcante da campanha Março Amarelo, a Endomarcha 2019 está agendada para o dia 30 de março, último sábado do mês. A mobilização acontece simultaneamente em várias regiões do planeta.

Este ano, porém, o Brasil ostenta uma estatística que é motivo de orgulho: temos o maior número de cidades inscritas, dentre todos os países participantes. Ao todo, 20 municípios, provenientes de 12 estados.

A exemplo do que aconteceu no ano passado, estão confirmadas concentrações em Salvador e Feira de Santana, na Bahia. No restante do país, as mulheres estão convidadas a sair às ruas em Leme, Santos, Sorocaba e São Paulo (SP), Belo Horizonte e Uberlândia (MG), Curitiba, Londrina e Maringá (PR), Florianópolis (SC), Brasília (DF), Goiânia (GO), Belém (PA), Boa Vista (RR), Campo Grande (MS), Fortaleza (CE) e Rio de Janeiro (RJ).

A organização pede que as interessadas que preencham um formulário de inscrição. Esse cadastro vai ajudar não somente no controle de público. A partir das informações coletadas, a proposta é estabelecer uma conexão entre as mulheres portadoras de endometriose, para que elas possam compartilhar experiências e informações.

Pelo que lutam as participantes da Endomarcha 2019?

O objetivo principal da Endomarcha 2019 é dar visibilidade às mais de 6 milhões de brasileiras portadoras de Endometriose, uma afecção crônica bastante comum em pacientes que estejam em idade fértil. Essa reação tem início quando fragmentos do endométrio, que estão alojados em diferentes regiões do organismo, são estimulados pelo estrogênio.

Na prática, o objetivo é conseguir o reconhecimento da endometriose como doença social. Nesse novo patamar, será possível intensificar a criação de políticas públicas, de modo a elevar a elevar a qualidade do atendimento prestado a pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS).

Entre os principais problemas a serem solucionados, estão a demora no agendamento de exames específicos, escassez de materiais para auxiliar em cirurgias de alta complexidade. Também é preciso investir na ampliação do atendimento ambulatorial, paralelamente a composição de equipes multidisciplinares.

Como a endometriose afeta a qualidade de vida da paciente?

É válida a observação que, caso não recebam o tratamento adequado, a qualidade de vida da portadora de endometriose tende a diminuir sensivelmente. Em situações extremas, o nível de dor é tão intenso que elas não conseguem realizar suas atividades cotidianas e de trabalho.

Por conta dessa incapacidade, suas relações profissionais e pessoais desmoronam. Até o casamento pode não escapar da crise, já que as dores decorrentes do ato sexual, que podem ocorrer durante ou após a penetração, também estão entre os principais sintomas da endometriose. Com isso, a tendência é a de que a mulher rejeite qualquer contato íntimo.

Essa soma de fatores pode favorecer o desenvolvimento de um quadro depressivo. Algumas delas, inclusive, chegam a cogitar o suicídio. Por tudo isso, é essencial também que se priorize uma abordagem humanizada, na qual a equipe demonstre empatia as dores e aflições da paciente.

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