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29/03/2019

Distorção anatômica e endometriose: qual a relação?

É bem verdade que não é possível prever a evolução da endometriose. Em alguns casos, as mulheres não percebem alterações significativas em seu dia a dia, enquanto outras são acometidas por uma condição incapacitante.

Muitas vezes, essas dores intensas, além de outras possíveis complicações, são consequências de uma perda de mobilidade dos órgãos. Mas afinal de contas, qual será a relação entre distorção anatômica e endometriose? Continue a leitura para descobrir!

O que provocam as distorções anatômicas?

Via de regra, as distorções anatômicas, ou seja, a alteração na posição ou no formato dos órgãos, são uma consequência das chamadas aderências pélvicas, que consistem basicamente na união de dois ou mais órgãos. Fazendo uma analogia, é como se eles tivessem grudados por uma cola.

Várias doenças podem contribuir para o aparecimento dessas anomalias, incluindo a endometriose em seu grau mais avançado. Mas essa não é a única origem possível: diversas outras infecções no apêndice, colón e vesícula biliar podem favorecer o aparecimento das aderências.

Também fazem parte do grupo de risco mulheres que tenham se submetido a uma cirurgia no abdômen. A literatura médica não permite descartar por completo a hipótese de origem genética.

Quais os sintomas e consequências das chamadas distorções anatômicas?

Geralmente, as primeiras suspeitas de distorções anatômicas aparecem após as queixas da paciente. Via de regra, os desconfortos são mais frequentes quando um órgão está fora do lugar, podendo, inclusive, se fixar em uma nova posição.

Monitorar as consequências dessas alterações é especialmente importante quando elas se desenvolvem no sistema reprodutor, já que elas oferecem riscos a uma gestação natural. Isso porque as chamadas aderências pélvicas afetam a mobilidade das trompas, o que interfere no transporte do espermatozoide até o óvulo, reduzindo as chances de concretizar a fecundação.

Uma das principais consequências é a chamada gestação ectópica, quando a formação do embrião acontece fora do útero. Em um contexto mais amplo, depois de uma análise do grau de comprometimento da fertilidade, o médico pode ainda recomendar que seja realizada a Fertilização In Vitro (FIV).

Como corrigir as distorções anatômicas?

Agora que você entendeu qual a relação entre distorção anatômica e endometriose, vamos explicar quais são as principais opções para a correção desse problema. Para casos como este é recomendável a realização de uma videolaparoscopia. Mas, sempre que você tiver dúvidas, pode pedir uma segunda opinião.

Trata-se de um procedimento minimamente invasivo, que permite a correção das alterações anatômicas provocadas pela endometriose.  A grande vantagem desse método é a utilização de imagens em alta resolução, que permite identificar a localização precisa das lesões, para a posterior remoção.

Aqui vale a ressalva que é conveniente o monitoramento contínuo da evolução das distorções. Afinal de contas, em seu estágio mais avançado, a equipe médica tende a ter dificuldades para delimitar a extensão de cada um dos órgãos, uma vez que as aderências tendem a se tornar mais rígidas.

Ainda tem dúvidas sobre a associação entre distorção anatômica e endometriose? Lembre-se que, por mais úteis que sejam as informações deste texto, elas não substituem a consulta médica com um especialista de sua confiança. Clique aqui para agendar seu horário no Centro de Endometriose da Bahia!

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