Qual a origem e fatores de risco dos miomas uterinos?

Os miomas uterinos são tumores ginecológicos benignos, que se formam em consequência da multiplicação descontrolada das células lisas musculares, conhecidas como miométrios, provocando alterações no formato e no tamanho do útero.

Neste texto, nós vamos explicar melhor qual a origem e os fatores de risco dos miomas uterinos, bem como os sintomas e tratamento mais indicados, podendo causar a infertilidade.

Vale o lembrete de que as orientações contidas neste blog não substituem uma consulta médica: caso perceba que há algo de errado, procure imediatamente um profissional de sua confiança.

Que fatores favorecem o surgimento de miomas uterinos?

São vários os fatores que podem favorecer o surgimento de miomas uterinos. Um deles é a ação de hormônios. Taxas de progesterona ou estrogênio elevadas induzem o crescimento das fibras musculares uterinas. Na menopausa, em contrapartida, a tendência é que o aparecimento dos miomas regrida.

Outro aspecto que merece atenção é o histórico familiar da paciente. A probabilidade do aparecimento de miomas uterinos é maior quando já houve casos em parentes próximas, como mães, irmãs, tias, etc.

Além disso, é importante que seja feito um alerta: foi comprovado cientificamente que mulheres da raça negra são mais suscetíveis ao desenvolvimento de miomas uterinos. Nelas, esse tipo de anomalia costuma surgir mais precocemente, além de crescer mais rapidamente.

A hipertensão e a obesidade também podem ser elencadas como fatores de risco. Por último, convém a ressalva que miomas são mais comuns em pacientes na faixa dos quarenta aos cinquenta anos.

Quais são os sintomas dos miomas uterinos?

A maior parte das mulheres que desenvolvem miomas uterinos não apresentam manifestações. Por outro lado, a ausência de sintomas não deve ser completamente descartada: nem sempre essa é uma doença silenciosa.

Nesses casos, a localização do mioma no útero costuma ser um fator determinante. Os submucosos, que estão localizados na cavidade endometrial, estão mais propícios a ocorrência de sangramentos, por exemplo, especialmente durante o período menstrual.

As pacientes também costumam se queixar de dores na região pélvica e inchaço no abdômen. Embora essa seja uma ocorrência menos comum, miomas uterinos também podem se desenvolver no colo do útero. Nestes casos, a mulher também pode ser acometida por dispaneuria, que é o incômodo durante o ato sexual.

Como são feitos o diagnóstico e o tratamento?

Em um primeiro momento, o especialista tende a fazer a anamnese, que é uma espécie de entrevista com a paciente no qual o especialista busca coletar todas as informações, que, de alguma maneira, possam estar relacionadas com o aparecimento da doença.

Em seguida, costuma ser prescrito um exame de imagem, para determinar a localização do mioma e só assim definir o tratamento mais adequado. Quando o ultrassom não for suficiente, pode-se também solicitar uma ressonância magnética.

Na maioria dos casos, a intervenção cirúrgica se faz necessária, mas o uso de medicamentos – que podem, inclusive, induzir a um quadro de menopausa – podem reduzir o impacto da operação.

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Desde a vida acadêmica, acompanhando Dr. Antonio Travessa – referência em Cirurgia ginecológica – Dr. Marcos Travessa desenvolveu especial interesse pelo Tratamento cirúrgico avançado de patologias ginecológicas. Sempre buscando o aperfeiçoamento da técnica cirúrgica, após sua formação ginecológica, especializou-se em cirurgia geral, momento que teve contato com a cirurgia videolaparoscópica. A partir desse instante, dedicou-se a especializar-se, dia a dia, no tratamento cirúrgico pela via videolaparoscópica, no intuito de e atenuar o sofrimento de mulheres portadoras de endometriose severa, mioma, adenomiose dentre outras doenças, utilizando tecnologia avançada na cirurgia.

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